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Chocolate!!!!

Categoria: saiba mais???

25/05/2008 GMT 1

Origem do chocolate

brigadeiro @ 21:38

Tudo começou em 1400 e tra-la-lá, quando os espanhóis chegaram ao Novo Mundo (que de novo não tinha nada, pois já existia há ões de anos). Logo descobriram a bebida meio amarga dos Incas (ou Maias, ou Astecas, ou Olmecas, não me recordo). Como se sabe, a bebida, feita a partir do cacau, devia seu amargor devido à falta do açúcar na receita, pois aquele povo tinha um grande histórico de diabetes. Os espanhóis, muito desenvolvidos e precavidos, então, apresentaram aos Incas (ou Maias, ou Astecas, ou Olmecas) a sacarina. Os Incas (ou Maias, ou Astecas, ou Olmecas) logo repudiaram o adoçante e xingaram os espanhóis de todos os nomes possíveis por estragarem seu drinque milenar. Os espanhóis ficaram muito bravos com a falta de educação dos Incas (ou Maias, ou Astecas, ou Olmecas) e mataram todo o povo nativo. Não sem antes arrancar a receita da bebida do cozinheiro chefe (“arrancar” no sentido literal da palavra, pois a receita estava tatuada na virilha do cozinheiro).
Chegando à Europa, a tripulação foi até o Registro de Patentes de Barcelona (que só foi criado 200 anos depois) e registraram o quitute em seu nome (não seu,seu, mas seu, deles). A bebida, comercializada na forma de pó solúvel ou barra efervescente, logo fez sucesso. Mas não na sua forma original, pois os comerciantes esqueciam de avisar aos clientes para dissolver o produto na água, e o chocolate acabou sendo popularizado como conhecemos.
Se na Europa, os espanhóis popularizaram o doce, na Ásia seu divulgador foi o italiano Marco Polo (que vivera 200 anos antes dos espanhóis chegarem na América).
Quando foi recebido pelo Gran Khan ( que, segundo dizem, tinha 1,54m), Marco trazia um pouco de chocolate e alguns frutos usados na receita do doce. Estes últimos foram entregues ao cozinheiro do Khan, Xang K. Kal. Kal logo experimentou todas as possibilidades daquela fruta tropical, fazendo sucos, pudins, cremes, molhos, e até uma pasta que poderia facilmente substituir a manteiga comum. O Imperador, que, apesar de ser um grande chefe de Estado, não tinha modos à mesa, comeu toda a pasta antes de chegarem os pães, lambuzando-se todo, e assim descobrindo as propriedades hidratantes da manteiga de K. Kal, como foi batizada.
O Brasil também teve influência na História do Chocolate. Durante a Segunda Guerra, houve uma crise de cacau, e o preço do doce subiu incrivelmente. Mas um garoto muito esperto, Chico Late Santos ,filho de um padeiro, teve uma idéia genial para baratear o chocolate e desbancar a concorrência: adicionar leite, na época um dos produtos mais baratos, à receita. Indo contra todas as expectativas, a nova receita ficou excelente e fez o maior sucesso, logo chegando aos ouvidos e à boca do Imperador ( a quem esqueceram de avisar que o Império já acabara). Mais que depressa, então ordenou que se construísse uma fábrica para produzir a nova receita em massa, e que a fábrica tivesse o nome do garoto em sua homenagem (pois os lucros ele nunca veria). A ordem passou de boca em boca ( pois também esqueceram de avisar o Imperador do telefone) até o homem que deveria escrever a placa com o nome da fábrica, e cujas ordens foram expressas nos seguintes termos: “ O nome da fábrica será de Garoto”.

História do chocolate

brigadeiro @ 21:02

História do Chocolate

Coloque um quadrado de chocolate, qualquer chocolate, preto, leite, branco, com frutos secos, na boca. Deixe-o derreter, desfazer- se.

Vá sentido a consistência, o sabor, o prazer único, exclusivo, requintado, sofisticado até, que privilegia quem o come.

E prepare-se para entrar no mundo, feito de fantasia e também de muito suor e engenho, que está para lá do prazer de degustar o "ouro castanho"

Quando o conquistador espanhol Cortez é confundido pelo imperador azteca Moctezuma com o Deus Quetzalcoatl, cuja vinda à terra os oráculos tinham previsto para esse momento, não sabia Moctezuma que o pseudo-Deus levaria ao fim da cultura azteca.

Mas também não sabia Cortez que as favas de cacaueiro que serviam de moeda entre os aztecas, bem como de bebida dos deuses, elites e povo, e que trouxe consigo no regresso a Espanha, iam ter um tal impacto cultura na Europa.

Europeizado, ou seja, adocicado com cana de açúcar e perfumado com baunilha, logo no século XVI, pela arte de frades que colonizaram a América Central, o cacau batido com água substituiu o vinho entre os colonos.

Na Europa, espalha-se a partir do século XVI e o seu consumo terapêutico - as primeiras chocolatarias estão associadas a farmácias e o cacau é visto como um fortificante desde sempre - passa a ser também lúdico. A bebida de cacau é solidificada em Inglaterra e passa a ser vendida em rolos e em pastilhas, a partir de 1674.

É também em Inglaterra que se dá a industrialização do fabrico de chocolate, no século XIX, e a democratização do seu consumo, no início do século XX. Feito a partir das favas de três tipos de cacaueiro, cujo fruto, a cabossa - assim chamada a partir da palavra cabeça em castelhano -, varia no tamanho - "criollo", mais frágil, "forastero", o mais forte, e o "trinitario", conseguido a partir dos outros dois -, o cacau está quotado na bolsa.

Pelo caminho dos séculos, foi-se desenvolvendo toda uma indústria e uma arte, que passam pela criação do "praliné" pelo belga Jean Neuhaus, pelo cacau em pó e pela manteiga de cacau extraídos pelo holandês Van Houten, pelo chocolate de lei criado pelo suíço Daniel Peter, e o "fondant" criado por outro suíço, Daniel Lindt.

Hoje em dia já se sabe que não é afrodisíaco, como os aztecas pensavam, assim como também é dado como certo que não é um vício. E até já se adaptou às regras de saúde pública, com a proliferação do fabrico de chocolates com frutose para poderem ser consumidos por diabéticos. Mas o prazer de saborear um pedaço de chocolate continua inteiro, completo, total. Como no primeiro dia.

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